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Escrito por FONTE: Diário do Nordeste   
Ter, 12 de Outubro de 2010 00:00

Será lançado livro que mostra a contribuição dos cearenses para a consolidação de Brasília em seus 47 anos

Brasília. A Casa do Ceará está adotando providências para a realização do seu principal evento de 2010, relacionado com os 50 anos de Brasília, que será o lançamento do livro "Brasília, 50 anos de Ceará", mostrando a contribuição dos cearenses para a consolidação de Brasília, o que acontecerá dia 15 de outubro, quando também serão lembrados os 47 anos de fundação da Casa do Ceará em Brasília.

O evento tem o patrocínio de um dos maiores grupos empresariais do Nordeste e do Ceará, M. Dias Branco, hoje um dos maiores grupos brasileiros no setor de massas e biscoitos.

O livro será lançado durante jantar para 450 pessoas quando os familiares dos homenageados receberão seus exemplares e um diploma comemorativo. A obra reunirá 150 cearenses selecionados por um grupo de trabalho criado pelo presidente da Casa, Fernando César Mesquita, e integrado por Ari Cunha, Adirson Vasconcelos, J. B. Serra e Gurgel, Wilson Ibiapina, José Jézer de Oliveira e José Colombo de Souza Filho.

O primeiro critério utilizado era de que o homenageado teria que ser cearense nato, o que não que alguns piauienses que fizeram sua vida política e administrativa no Ceará fossem escolhidos, tais como o deputado Flavio Marcilio, ministro José Pimentel, ministro Claudio Santos e jornalista Leonardo Mota Neto, ou no caso de dois cariocas, o embaixador Ruy Nunes Pinto Nogueira, filho de cearense e descendente de uma família que teve papel relevante na política do Estado, e o jornalista Expedito Quintas, casado com a jornalista e escritora Regina Stela Quintas.

O grupo não olhou para a condição ideológica na trajetória de alguns cearenses, disse Wilson Ibiapina, autor de uma das mais marcantes da cearensidade. "A gente sai do Ceará, mas o Ceará não sai de nós. Não levamos em conta rótulos anacrônicos de esquerda e de direita. Consideramos a marca do cearense levando sua condição humana a diferentes estados brasileiros, como nos casos dos governadores Miguel Arraes, Juracy Magalhães e Siqueira Campos, todos nascidos no Ceará, mas que por três vezes governaram Bahia, Pernambuco e Tocantins. Da mesma forma que homenageamos os nossos governadores Parsifal Barroso (Fortaleza), Virgilio Távora (Jaguaribe) e Cesar Cals (Fortaleza), que além de contribuições locais ao desenvolvimento estadual, tiveram passagens pelo governo federal, Parsifal Barroso foi ministro do Trabalho e Previdência Social, Virgilio, ministro da Viação e Obras Públicas, e César ministro das Minas e Energia, além do que os três foram senadores, em Brasília.

Destacamos ainda o Presidente Humberto de Alencar Castelo Branco, chefe do primeiro governo militar, em 1964, tido e havido como líder de profundas mudanças estruturais na política econômica e que resultaram em transformações sociais. Vários ex-ministros foram lembrados como o marechal Juarez Fernandes Távora (Jaguaribe), Expedito Machado da Ponte (Crateús), ministro da Viação, Armando Falcão (Fortaleza), duas vezes ministro da Justiça, general Afonso Augusto de Albuquerque Lima, ministro do Interior, Vicente Fialho (Tauá), ministro da Irrigação, Paulo Lustosa, ministro da Desburocratização e Martus Tavares (Fortaleza), ministro do Planejamento", afirma Ibiapina.

Ideologias

"A gente sai do Ceará, mas o Ceará não sai de nós. Não levamos em conta rótulos anacrônicos"

Wilson Ibiapina

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